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Mulher, Se Toca!

Desde a década de 90 o mês de Outubro representa uma luta que é muitas vezes silenciosa e que atinge quase 60mil mulheres a cada ano no Brasil, a luta contra o câncer de mama.

O câncer surge de tumores nas glândulas anormais da mama, é o mais comum entre mulheres e, principalmente, acima dos 50 anos. Corresponde a 25% de novos casos de câncer no Brasil. No caso dos homens é mais raro, sendo cerca de 1% dos casos.


Causas

Alguns fatores externos tais como o tabagismo, a obesidade e sobrepeso após a menopausa, uso de hormônios como os de anticoncepcionais e a ingestão de álcool auxiliam para o aparecimento das glândulas anormais na mama, já fatores hereditários e mutações genéticas somam de 5 a 10% dos casos. Alguns padrões em grupos étnicos apontam que mulheres brancas, caucasianas e de descendência europeia e judia são mais suscetíveis ao aparecimento dos tumores.

Prevenção

Não há nada que assegure o não surgimento de tumores na mama, o que pode ajudar é o diagnóstico precoce da doença, hoje 40% dos casos de câncer de mama são curados, para isso é necessário que faça exames de rotina e que qualquer sintoma fora do habitual, seja comunicado ao seu médico. Mas há alguns hábitos para adotar que podem inibir os fatores de risco externos que citamos acima, como manter uma alimentação saudável, prática de exercícios físicos, não usar hormônios durante muitos anos, não fumar e manerar no consumo do álcool já ajudam e muito.

Sintomas

O sintoma mais comum é o aparecimento de nódulos nas mamas e por isso é muito importante que você conheça o seu corpo, se toque e se descubra, está aí a chave para o diagnóstico precoce!

Alguns outros sintomas já citado por pacientes são: inchaço em partes da mama (a famosa casca de laranja), irregularidades ou retração na pele da mama, dores e inversão do mamilo, vermelhidão e descamação no mamilo ou em partes da mama, saída de secreção no mamilo (principalmente se for translúcida ou com sangue), nódulos na axila.

Diagnóstico

Feitos com base na ultrassonografia e mamografia, que juntos rastreiam e em conjunto detectam 95% dos casos logo em primeiro estágio. As microcalcificações são os mais precoces sinais de tumores na mama e frequentemente detectados durante a mamografia. Ambos, a mamografia e a ultrassonografia devem ser realizados periodicamente, o primeiro sendo realizado preferencialmente realizado todos os anos após os 40 anos.

Já a ressonância nuclear magnética é mais utilizada para o estadiamento, que é a avaliação de áreas eventualmente não identificadas na mamografia/ ultrassonografia, naquelas pacientes com diagnóstico já definido de câncer de mama, pode, no entanto, ser utilizado no rastreamento.

Após a bateria de exames é realizada a biópsia, onde fragmentos do tumor é retirada e analisada para saber sobre aspectos de sua biologia, agressividade, e, em conjunto com outros dados, a indicação de condutas terapêuticas.

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