Ela chega para todas as mulheres, é desconfortável, afeta nosso humor e faz com que percamos noites de sono por conta das ondas de calor que causam no corpo. Entenda as etapas da menopausa, quais os sintomas e como tratar.

O que é a menopausa?

Esse estágio, muitas vezes chamado de climatério (que está errado), marca o fim da fase reprodutiva da mulher, ou seja, é quando ovário para de liberar óvulos, o que indica que houve um esgotamento do que tinha ali.

Menopausa X Climatério

Muitas pessoas acreditam que os nomes sejam sinônimos, mas não são. Cada termo representa uma fase e é importante saber diferenciar para identificar em qual situação está e quais são os tratamentos mais adequados.

A menopausa, como dissemos, é o fim da atividade ovariana, ou seja, é o período pós última menstruação que a mulher tem. Isso geralmente acontece entre 45 e 55 anos.

Mas antes do ovário parar de forma definitiva, ela falha com alguma frequência e essas falhas causadas no período de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva, é chamado de Climatério.

Posso ter menopausa antes do 45?

Sim! Antes dos 30 e até mesmo ao 20 anos. Chamada de Menopausa Precoce, esse tipo acomete 1% da população e pode aparecer em mulheres bem jovens, embora seja uma condição rara, ok?

O que causa a falência ovariana prematura?

São muitos os motivos que podem levar uma mulher a ter menopausa precoce. Listaremos algumas das mais comuns.

  • Genética: há uma possibilidade da mulher ter os cromossomos anômalos, ou seja, diferentes. E isso pode impulsionar a falência ovariana.
  • Doenças: Algumas pessoas podem ter doenças que produzem anticorpos que afetam o ovário, como o Vitiligo e a tireoidite, por exemplo. Quando isso acontece, os óvulos têm grandes chances de não serem mais liberados.
  • A Quimioterapia e a Radioterapia, tratamentos para tratamento de câncer, também podem causar a menopausa precoce.
  • Extração do ovário: após feita a cirurgia, a mulher não menstrua mais e, consequentemente, não há mais função reprodutiva do órgão.

Quais são os sintomas?

A mulher experimenta uma série de mudanças físicas, psicológicas e sociais importantes que começam já no climatério, mas é importante destacar que algumas mulheres não têm sintoma nenhum, com exceção do fato de não conseguirem engravidar.

Os sintomas mais comuns são as menstruações irregulares, ondas de calor que surgem de repente, e em seguida o suor frio. Sintomas como sensação de formigamento ou perda de sensibilidade em alguma parte do corpo, somada às mudanças bruscas de humor, ansiedade e até mesmo depressão.

Como funciona o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado no grau dos sintomas relatados ao médico. Para ter ajudar a entender, criamos uma tabela para pontuar o nível de alguns dos sinais.

Para facilitar, recomendamos caneta e papel. Vamos lá?

Tabela

Até 19 pontos somados: menopausa leve
De 20 a 35 pontos somados: menopausa moderada
Acima de 35: menopausa grave

O que fazer?

Dependendo da severidade dos sintomas, há tratamentos para diminuir os efeitos da menopausa que, em resumo, se dão através de contraceptivos orais ou terapia hormonal.

Há também mulheres que apresentam pouco desconforto e, por isso, conseguem atravessar esta fase sem medicamento nenhum.

Antes de tudo, lembre-se: é necessário ir ao ginecologista para ele acompanhar essa fase. A avaliação de um especialista é de extrema importância porque, dependendo do caso, há sérias contraindicações de tratamento.

Há opções naturais que ajudam – e muito – a amenização dos sintomas. Inclua suplemento de soja na sua alimentação para combater o calor; consuma Cohosh Negro, planta medicinal que ajuda na secura vaginal (outro sintoma muito comum da menopausa) e não esqueça de usar lubrificante antes da relação sexual.

Sem dúvida, a alimentação é uma ótima fonte de prevenção e tratamento para qualquer que seja o problema no organismo, e com a menopausa não poderia ser diferente.

Aumente o consumo de alimentos ricos em cálcio como leite e seus derivados; aposte em em alimentos ricos em vitamina E, uma dica são os legumes de folha verde.

O cálcio ajuda a fortalecer os ossos e ameniza as dores e desgaste causados pelos sintomas, já a vitamina E, tem ação antioxidante e combate os anticorpos que atacam os ovários.

Do mesmo modo, não esqueça dos exercícios físicos! Eles são fortes aliados na luta contra os efeitos negativos causados pelo período de transição dos ovários.

Aqui no blog, você encontra dicas de atividades que ajudam a manter o peso sob controle, fortalece a musculatura e ainda favorece o controle da respiração, o que também pode combater o estresse.

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