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Hoje (26.05) é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, uma das doenças que mais causam cegueira irreversível no mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Você por acaso conhece ou sabe a respeito do Glaucoma? Portanto, resumimos para você entender e se prevenir com antecedência, confira:

O glaucoma é uma doença dos olhos, que surge por conta do aumento da pressão intraocular (que se situa no interior do olho). O tipo mais comum do glaucoma é o glaucoma de ângulo aberto, que não causa nenhuma dor ou outro sintoma que possa indicar o aumento da pressão intraocular; por esse motivo, é muito difícil identificar o avanço da doença. Já o glaucoma de ângulo fechado, que é o tipo menos comum, pode causar dor e vermelhidão nos olhos.

Sobretudo, na pior das hipóteses, sem nenhum tipo de tratamento, a doença pode fazer com que o paciente perca completamente a visão; isso ocorre devido à destruição das células ganglionares (nervo óptico), uma estrutura que liga o olho ao cérebro occipital e responsáveis pela condução das imagens da retina até ao cérebro.

Principais Sintomas

A doença ocular desenvolve-se lentamente, durante meses ou anos e, numa fase inicial, não causa sintomas. Porém, alguns sintomas que podem surgir, em caso de glaucoma de ângulo fechado, pode ser:

  • Diminuição do campo de visão, como se fosse se afunilando, enfim;
  • Dor intensa no interior do olho;
  • Aumento da pupila ou do tamanho dos olhos;
  • Visão turva e embaçada;
  • Vermelhidão do olho;
  • Dificuldade para enxergar no escuro;
  • Visão de arcos em volta das luzes;
  • Lacrimejamento e sensibilidade excessiva à luz;
  • Dor de cabeça forte, náuseas e vômitos.

Ao contrário do glaucoma de ângulo aberto, os sintomas de glaucoma agudo de ângulo fechado são muito perceptíveis e então os danos ocorrem rapidamente. Caso você tenha qualquer um destes sintomas, procure atendimento imediato de um oftalmologista.

O glaucoma é a segunda maior causa de cegueira nos Estados Unidos e é responsável por mais de 12% do total dela em todo o mundo. Estima-se que, no Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas tenham a doença, que pode acometer crianças e jovens, mas é mais comum entre os adultos maiores de 40 anos e idosos. Os dados são da SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma). Os dados servem para alertar a respeito do Glaucoma que atinge 2% dos brasileiros acima dos 40 anos (cerca de 1 milhão de pessoas). Dessa forma, o risco de desenvolver a doença chega a triplicar após os 70 anos.

Tratamento

A princípio, o tratamento é clínico e à base de colírios, contudo, a indicação vai depender do tipo de glaucoma e do histórico do paciente. Dessa maneira, é muito importante passar pela consulta com oftalmologista.

Existem procedimentos cirúrgicos específicos para o tratamento da Glaucoma, como a Iridectomia, um procedimento no qual é realizada uma pequena abertura na área periférica da íris, uma membrana localizada na região entre a córnea e o cristalino. Seu objetivo é permitir a passagem do humor aquoso da câmara posterior, para a anterior, facilitando sua drenagem para fora do olho; existem também procedimentos cirúrgicos específicos para tratar a glaucoma, como as cirurgias antiglaucomatosas. A prevenção e tratamento adequado de doenças crônicas, como é exemplo a diabetes e as suas complicações nos olhos, são também de primordial importância de modo a evitar o glaucoma ou retardar a sua progressão.

Dessa forma, recomendamos que você consulte com regularidade o oftalmologista, principalmente a partir dos 35 anos. O diagnóstico precoce é fundamental para o controle da doença mas também não se descuide da adesão ao tratamento. Afinal, muitas pessoas deixam de seguir as recomendações do médico, primeiro pela ausência de sintomas, depois, porque os medicamentos são muito caros. Esse descuido pode ter graves consequências.

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